E o Gigante ainda hiberna!
É uma pena!
Vejo nessas manifestações as classes C e D engrossando as fileiras da classe B, a que é mais esclarecida e consciente.
Vejo reivindicações legítimas de vozes que nunca encontraram eco, em
uma falsa democracia como a nossa, clientelista, paternalista,
assistencialista, onde o povo é ignorante, narcisista e corrupto.
Vejo nossos "representantes" como investidores em cargos públicos
(gestores), onde os acordos são costurados visando o bem próprio, nunca
a coletividade ou o bem comum, o capital desses políticos é investido
para quando eleito ser corrigido e bastante lucrativo.
Não acho que o gigante acordou, digo isso por conta da nossa formação filogênica e sociológica, um povo acomodado, passivo.
Vejo vândalos, oportunistas.
Vejo oligarquias perpetuas em vários Estados desse gigante e que nas próximas eleições se elegerão.
Vejo jovens carentes de atenção, necessitando de visibilidade,
de ideais, pousando para fotos, objetivando postarem nas redes sociais
tentando darem sentido a sua vida, na busca de ídolos e de
referências.
Participei do movimento estudantil, fui presidente e
vice-presidente do CA de Contábeis - UFPI, hoje vejo a maioria daqueles que
faziam o movimento piores do que tudo que contestavam. Alguns em
Brasília, outros na Prefeitura e outros no Palácio do Karnak (governo
do Estado), a maioria com investimentos no Alphaville e patrimônio
questionáveis.
Ouvi dos meus avós e no ensino fundamental que esse
gigante é um país do futuro.
Vandré em 1968, tentou acordar esse
gigante com um hino contra tudo que hoje se configura com o que há de
mais podre no nosso país, em seus versos dizia "Vem, vamos embora / Que
esperar não é saber / Quem sabe faz a hora, / Não espera acontecer",
passaram-se 45 anos e esse gigante ainda hiberna, e eu torço para que eu
esteja errado e que ele acorde.
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