25 de jun. de 2013

E o Gigante ainda hiberna!

É uma pena!
Vejo nessas manifestações as classes C e D engrossando as fileiras da classe B, a que é mais esclarecida e consciente.
Vejo reivindicações legítimas de vozes que nunca encontraram eco, em uma falsa democracia como a nossa, clientelista, paternalista, assistencialista, onde o povo é ignorante, narcisista e corrupto.
Vejo nossos "representantes" como investidores em cargos públicos (gestores), onde os acordos são costurados visando o bem próprio, nunca a coletividade ou o bem comum,  o capital desses políticos é investido para quando eleito ser corrigido e bastante lucrativo.
Não acho que o gigante acordou,  digo isso por conta da nossa formação filogênica e sociológica, um povo acomodado, passivo.
Vejo vândalos, oportunistas.
Vejo oligarquias perpetuas em vários Estados desse gigante e que nas próximas eleições se elegerão.
Vejo jovens carentes de atenção, necessitando de visibilidade,  de ideais, pousando para fotos, objetivando postarem nas redes sociais tentando darem sentido a sua vida, na busca de ídolos e de referências.
Participei do movimento estudantil, fui presidente e vice-presidente do CA de Contábeis - UFPI, hoje vejo a maioria daqueles que faziam o movimento piores do que tudo que contestavam. Alguns em Brasília, outros na Prefeitura e outros no Palácio do Karnak (governo do Estado), a maioria com investimentos no Alphaville e patrimônio questionáveis.
Ouvi dos meus avós e no ensino fundamental que esse gigante é um país do futuro.
Vandré em 1968, tentou acordar esse gigante com um hino contra tudo que hoje se configura com o que há de mais podre no nosso país, em seus versos dizia "Vem, vamos embora / Que esperar não é saber / Quem sabe faz a hora, / Não espera acontecer", passaram-se 45 anos e esse gigante ainda hiberna, e eu torço para que eu esteja errado e que ele acorde.

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