29 de jan. de 2012

A Brevidade da Vida

A  consciência da  brevidade da vida não assusta  poucos, e sim uma grande parte de nós, viajantes temporários desse mundo material, meros inquilinos passageiros.
Assusta todos nós, e somente nos  damos conta disso, em momentos que facilitam a reflexão, do que queríamos e não conseguimos realizar, ou talvez de quando perdemos algo ou principalmente, quando perdemos pessoas do nosso convívio, as quais admiramos, nutrimos apreço e amamos.
A não evidência dessa brevidade é escondida pela nossa mediocridade, nos prendemos nas futilidades das coisas e na efemeridade, guiados e cegos pelo nosso orgulho e por nossa vaidade.
E o pior de tudo, não  é se dá conta disso, da brevidade da vida material, e sim, da resistência de mudarmos, sairmos da apatia confortável, pois as mudanças são necessárias e quando nos conscientizamos, elas tornam-se  mais fáceis de serem concretizadas. Quando isso acontecer,  procuraremos viver de forma a nos proporcionar o prazer, a felicidade, a alegria e a paz sempre, e assim refletiremos em todos do nosso meio, pois só podemos dá o que temos em abundância. Só refletimos nosso íntimo.
Fácil? Não! Viver é difícil! Pois perdemos muito tempo com coisas que não edificam, que nos machucam e esquecemos-nos de mudar o rumo, a direção, o pensamento, o prumo, os sonhos, enfim perdemos a finalidade, pois a essência de viver é a felicidade plena, ou pelo menos a busca incansável dela.

Uma análise sobre o Amor no tempo.

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No final do século XX e inicio do século XXI, o sexo livre, as paqueras, os fica, os fica temporários e os eventuais, os rolos, o sexo casual, a explosão das redes sociais, das salas de bate-papo, da falta de compromisso . .  A .geração tribalista, "sou de todo mundo, e todo mundo meu também".
E eu Fernando Marcelo Silva Boavista, produto de todas essas contigências, da filogênia e da ontogênese. Sou um romântico incurável, um tolo apaixonado, a questionar o que é amar e o porquê do sofrer! Perdido entre o idealismo enraizado, talvez já subvertido e a razão despertada, em busca da perfeição inatingível.

Pessoa certa, hora certa

“Não acredito em pessoa errada na hora certa nem em pessoa certa na hora errada. Uma grande história acontece quando ambos estão prontos...” Marla de Queiroz
O primeiro passo da prontidão será a percepção do outro, e ela se dará necessariamente na disposição de olhar além de si mesmo. O olhar preso, egoísta, narcisista poderá refletir duas vertentes, uma é a da armadura, do fechamento, do isolamento e a arma geralmente usada é o subterfúgio, não posso, não devo, não interessa, não vale a pena. A outra a do desprezo, do achar-se superior.
O segundo passo da prontidão será estar disposto a desnudar-se, a mostrar seus medos mais contidos, seus defeitos disfarçados, sua insegurança intolerável. O outro refletirá o que você tem de melhor e de pior. Creia-me, somente na física os opostos se atraem, buscamos sempre, as semelhanças, explícitas ou não, conscientemente ou não. A projeção do que somos, do que queremos ser e do que poderíamos ser é colocada no outro.
E a verdade, é que quase sempre não queremos sair da nossa zona de conforto. As desculpas são várias, hora errada e pessoa certa, pessoa errada e hora certa!

Sonhos

Sonhos são o alimento da alma, entretanto como qualquer nutriente devem está na quantidade certa, pois se não estão, podem trazer incompatibilidades entre si. Não precisamos viver drama sempre, na vida devemos pondera-lo com muita aventura nas nossas conquistas, tratar os nossos dissabores com comédia, os nossos relacionamentos com uma pitada de suspense e o dia a dia com romance sempre. A felicidade plena, tem como necessidade básica o auto conhecimento e esse, dar-nos a certeza, que melhorando a si mesmo a cada dia, melhoramos todos a nossa volta e tudo. Se caminho até você é longo e cansativo alente, encoraje, se vale a pena, quem se dispôs a ir a teu encontro. O arco-íris da chegada é subjetivo, dada a caminhada!