4 de fev. de 2012

Solidão é não ter com quem sonhar!

         Confesso que hoje estou cansado das pessoas virem falar de solidão, com frases feitas, de que não precisamos de ninguém para ser felizes, que não existe a outra banda da laranja, alma gêmea ... que  podemos está com várias pessoas e ainda sim estarmos só,  . . . esse papo caqbeça das pessoas bem "resolvidas".
         Uma coisa não ratifica a outra e nem invalida, palavras soltas, afirmações de efeito.
         Eu e você somos seres biopsicossocial, não há discordância quanto ao orgânico, o biológico. Psico porque para uns  temos uma consciência, para outros alma, espírito, individualidade, somos único. Ah e o social, necessitamos da interação com o outro para crescermos, desenvolver e evoluirmos, e isso é fato!
        Metade? Não somos metade, somos inteiro, então não defendo aqui a existência de um outro lado, que em tese nos completaria, rechaço a outra banda, a tese dos opostos que se completam.
        Alma gêmea? 
        Aristófanes poeta grego convidado por Platão para definir o que é o amor, afirma que o homem era andrógino, tinha duas cabeças, quatro pés, era duplo e completo. E esse homem subiu aos céus para embater-se com os deuses e Zeus após vencer a batalha, cindiu ao meio. Ao retornar dividido, vive a procurar seu complemento. Mito, apenas mito.
       Independente de não sermos metade, de não  existir alma gêmea precisamos do outro sim, é essencial essa interdependência, somos felizes com a dependência recíproca!
       A solidão não é mito, é real, perceptível! Solidão é não ter quem te leve ao aeroporto quando você vai viajar, é não ter ninguém te esperando quando retornar, é imaginar que na verdade não tem para quem você voltar. É chegar em casa e não ter com quem conversar, é adoecer e não ter quem te leve ao hospital, é está encamado sem coragem de ir na cozinha tomar água e não ter com quem contar.
       Solidão é a casa arrumada, é a mesa posta, é a cama vazia! Solidão é não ter com quem sonhar!

1 de fev. de 2012

Valeu!!!! O Nosso Amor Valeu Demais!!!

"Os relacionamentos duram o tempo que têm que durar, ou seja, enquanto permitem que ambos cresçam: às vezes esse tempo é de algumas semanas; outras, de uma vida inteira." citação do livro, Amar de Olhos Abertos de Jorge Bucay e Silvia Salinas
 A nossa vida é composta de ciclos, precisamos deles para o desenvolvimento de qualidades que ainda não temos, reforçar as incipientes ou  abandonar as que foram e que não são mais necessárias na nossa caminhada.
Nos relacionamentos muitas vezes os envolvidos não aceitam e insistem em algo que não tem mais sentido, por orgulho ou por vaidade. Pode ocorrer também a falta de maturidade para admitirem que o agonizante relacionamento, ao invés de propiciar crescimento, enriquecimento, autoconhecimento  . . . é uma fonte de autocomiseração, de autopunição. Não têm o desapego para aceitarem que o outro não é propriedade sua, que não podem ter o que não pode ser anulado. E principalmente não fazem as escolhas, não tomam as decisões, porque não querem assumir as responsabilidades delas decorrentes, assim delegam ao parceiro a atitude que a princípio  deveria ser sua, vivendo a margem da sinceridade, preocupados com as aparências, numa sociedade  preconceituosa e hipócrita.
Nessa jornada existencial nos defrontamos com situações úteis, primordiais para alcançarmos nossos objetivos, repararmos erros, superarmos nossos medos, traumas e alçarmos outros vôos. Nessa dinâmica também cruzamos com  várias pessoas, todas importantes no nosso caminho, construímos ou restabelecemos vínculos adormecidos na cortina do tempo e do véu do esquecimento. Com umas estabelecemos relações de amizade, com outras exercitamos o perdão, algumas a tolerância, a paciência e com poucas (para alguns) relações amorosas ou afetivas.
Nesses relacionamentos amorosos a intensidade se faz necessária, as promessas, o desejo da continuidade são úteis, a vontade de acertar é válida. Entretanto tenhamos a consciência que eles podem durar uma vida ou apenas momentos, “esse tempo é de algumas semanas; outras, de uma vida inteira”. a essência foi captada pelo  o Poeta, no Soneto da Fidelidade, “que seja eterno enquanto dure”
E assim viva seu momento como o único, como  o último. Desfrute ao máximo visando o seu crescimento e o de seu companheiro(a). Muitas vezes nos prendemos aos rótulos que criamos, nos detemos ao que a sociedade vai dizer sobre aquele relacionamento que era para ser eterno, nas juras que fizemos, nos fixamos e nos escravizamos às promessas, que jamais foram levianas, foram verdadeiras quando foram proferidas, ou em outras, satisfazendo o ego de familiares, acorrentados nas convenções sociais, mas a vida é cíclica. “A hora do encontro, é também da despedida” Ao prender-se em um relacionamento fracassado perde-se a oportunidade de crescer, de ter outras experiências que também precisamos. 
O fundamental é ter  coragem, serenidade e atitude, principalmente atitude para perceber que já deu o que tinha de dar, rompa, não se torture, finalize quando sentir que já não te acrescenta, mude, siga outro caminho, retorne, mas não permaneça em algo sem sentido, pois a vida é feita de ciclos, eles iniciam e terminam, outros ciclos existirão.
Caso o ciclo tenha sido interrompido, por um motivo o outro, que benção! A vida te proporcionou outras conquistas, quantas novas alegrias! E se houver necessidade de complementação na aprendizagem, creia-me até mesmo aqueles ciclos que terminaram podem ser reiniciados, muitas vezes os protagonistas serão outros nesse palco, pouco importa, pois “nem tudo que acaba tem final”  e o acaso não existe. Saiba se for para o seu  crescimento o que foi, pode voltar e voltará, o Universo é sábio  “ o que for seu achará um meio de te encontrar”.
Viva intensamente sem se preocupar com o para sempre, tendo o discernimento e a consciência para  entender que o ” para sempre,  sempre  se vai” , ou as vezes se vai, o importante é dizer:  “valeu, o nosso (ou o meu) amor valeu demais”.